“O analfabeto político”, Por Dr. Antônio José

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Segundo Bertold Brecht, o pior analfabeto é o analfabeto político, pois, ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele normalmente, não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, do remédio, etc., que dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão irracional que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o “inocente” que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, a criminalidade ainda na adolescência, a falta de assistência na área da saúde, o desaparelhamento das unidades educacionais, bem como, a desvalorização dos seus profissionais, o desemprego em massa, a falta de moradia, etc., e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto, profissional em desviar o dinheiro público.
Muitas vezes, o analfabeto político já foi enganado por um candidato, que não cumpriu com as promessas feitas para sua satisfação pessoal, ou até mesmo, em algo para a sua comunidade.
A verdade é que, se você participar ou não de um processo político, você sofre direta ou indiretamente os seus efeitos, considerando que uma boa administração beneficia a todos, o mesmo não ocorre com a má administração, que prejudica a todos. Então, não há alternativa, o remédio é participar, pois, a omissão na maioria das vezes é pior do que uma ação negativa.
Convém ressaltar, que quando uma pessoa de bem se afasta das decisões políticas de sua comunidade, ele está dando espaço para mais um pilantra se aproveitar daquele povo.
Para refletir! E aí! Você prefere ser um analfabeto político ou participar das decisões de sua comunidade? Porque, quem vota certo ou errado, não está pecando por omissão.

Por Antonio José – professor e advogado.

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