Os sinais dados pela Acelen para o setor de petróleo onshore até aqui são animadores. Em um recente encontro com representantes da imprensa baiana, o CEO da empresa que opera a Refinaria de Mataripe, Luiz de Mendonça, reforçou o compromisso de adquirir 100% da produção terrestre baiana. “Somos um dos maiores incentivadores do crescimento da produção porque nós compramos 100% do que se produz onshore”, destacou Mendonça.
Ele lembrou que novas empresas estão comprando poços que eram da Petrobras, com o objetivo de ampliar a produção ou retomar as operações em locais que estavam parados. “Temos o maior interesse nestes projetos porque temos contratos com todos eles e temos capacidade de absorver 100% da produção baiana”, destacou.
Quem cala consente
Do lado dos produtores, o sinal mais positivo em relação à mudança é que as reclamações em relação aos preços pagos diminuíram. Nos tempos em que a Petrobras operava a antiga Refinaria Landulpho Alves, havia muita reclamação em relação a descontos que eram praticados no valor do barril produzido por aqui.
“Era algo que a gente nunca entendeu, porque temos um petróleo com propriedades únicas e que, na realidade, merecia um sobrepreço, não desconto”, acredita Anabal Alves, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip). Como o setor é muito competitivo, ninguém sai falando o quanto está recebendo pelo produto, explica.
Mas, o silêncio é um bom sinal. “Se ninguém está reclamando, é porque o valor que está sendo pago pela Acelen é bom”, destaca.
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