Um militante do MBL afirma ter deixado o movimento após ter sido cobrado pelo pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, por ter publicado um vídeo de drone de um evento do Missão, partido criado pelo grupo no ano passado, em Recife no último dia 11.
O vídeo em questão mostra uma pequena aglomeração de pessoas no Marco Zero, cartão postal da capital pernambucana, contrastando com a versão propagada por membros do MBL de que o evento teria lotado o local.
Após a repercussão nas redes sociais, em que alguns usuários passaram a usar as imagens para “desmentir” o suposto sucesso do evento, Renan Santos ligou para Evandro Bandeira, cinegrafista responsável pelo vídeo e então membro do MBL Pernambuco, para reclamar do conteúdo. Segundo relatos, Santos afirmou que o vídeo havia “manchado” a pré-campanha de Pernambuco.
“Depois desse ocorrido, teve um desgaste, assim, bem grande. Talvez alguns de vocês saibam o que aconteceu. Mas essa figura pública me ligou. E teve uma divergência de pensamentos ali. De como (a situação) foi conduzida. A situação evoluiu de uma forma assim. O que eu entendi ali na situação, pelo menos para mim ficou bem claro ali. É que seria melhor eu sair. Para não manchar o grupo”, afirmou o cinegrafista em live publicada nas redes sociais.
Uma postagem feita pela vereadora Amanda Vettorazzo, que mostra uma imagem de Renan rodeado de simpatizantes do Missão no Marco Zero, recebeu diversos comentários contestando a informação de que o evento estava lotado. O vídeo de Evandro Bandeira foi usado em alguns desses comentários.
“Renan Santos parou o centro do Recife. A mensagem é clara: ele possui muito mais do que meros 2%. Sua pré-candidatura já é um sucesso. Renan Santos 2026!”, diz a publicação.
“Como sempre político fazendo o que faz de melhor, mentindo. Uma reunião de escola tem mais gente que isso”, disse um usuário em resposta ao post da parlamentar.
Ainda de acordo com Bandeira, o vídeo foi produzido de forma voluntária. “Eu fiz porque eu quis. Ninguém me pagou. Não teve um contrato. Não tive ajuda de custo. Usei os meus equipamentos. E eu atuei ali como um apoiador e militante. Em nenhum momento eu fui informado de que haveria alguma restrição. Em nenhum momento foi dito que eu não poderia postar. Isso tem que ficar muito claro”, disse.















