Fetrab diz que 12 mil servidores recebem abaixo do mínimo na Bahia e pede equiparação

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Sem reajuste salarial desde 2016, os servidores estaduais elegeram uma prioridade nas negociações com o governador Rui Costa (PT) para aumento nos vencimentos mensais. Segundo a presidente da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Marinalva Betro, a categoria quer elevar ao valor do mínimo, que atualmente é de R$ 954, o salário de vários servidores que recebem abaixo desse piso. De acordo com ela, atualmente, cerca de 12 mil trabalhadores estão nessa situação no estado. “Precisamos regularizar essa situação imediatamente. Tem três anos que a gente está na pendenga. É uma situação vexatória”, criticou a dirigente da Fetrab, em entrevista ao Bahia Notícias. Ela disse, ainda, que o plano da entidade é “implodir o planão”, como classifica o grupo que está nessa situação salarial. “O governo assumiu um compromisso, desde 2006, de que nenhuma categoria no estado receberia menos que o salário mínimo. Então, precisa cumprir isso. Foi uma bandeira do governo”, pediu. Marinalva ponderou, no entanto, que, apesar desse problema, o governo do Estado atendeu a algumas reivindicações da categoria. Uma delas foram as promoções e progressões de regime para servidores com plano de carreira. “Nós admitimos que foi um avanço dentro dos pontos de pauta, mesmo com muitas coisas a corrigir”, destacou. Entre os trabalhadores beneficiados, estão os da educação, técnicos universitários, e policiais civis e militares. No entanto, a categoria cobra agora o cumprimento de outras pautas que constam no documento entregue em dezembro do ano passado ao governo estadual. Além da questão do salário mínimo, os servidores estaduais querem reajuste no auxílio alimentação. Segundo Marinalva, desde 2009, o valor é o mesmo, de R$ 9 diários. O objetivo é chegar em janeiro do ano que vem aos R$ 20 diários. A Fetrab busca também mexer no estatuto do servidor para mudar de 1º janeiro para 1º de maio a data-base deles. Além disso, quer também que as categorias possam decidir qual o período que as diretorias de seus sindicatos podem passar à frente das instituições. Atualmente, o estatuto determina que não seja além de dois mandatos consecutivos. Para dar andamento a essas pautas, Marinalva pede diálogo com o governo. “Vamos continuar protestando. O governo precisa resolver essas pautas, que são urgentíssimas”, reforçou.

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