Os Servidores do Instituto Federal da Bahia (IFBA), após assembleia realizada no dia 10 de abril na sede do sindicato (SINASEFE-IFBA) decidiram iniciar uma greve a partir do dia 13 de abril.
Entre as pautas de reivindicação estão uma luta contra o controle de frequência diária por meio de Ponto Eletrônico; a implantação da resolução 46 (sobre a carga horária docente); a manutenção da jornada de trabalho de 30h para os técnicos administrativos da educação (TAE); o restabelecimento da rede de comunicação institucional INTRAIFBA; transparecia e gestão democrática na gestão do IFBA; o fim das perseguições políticas por meio de Processos Administrativos Disciplinares – PADs e pelo fim do autoritarismo exercido pelo Reitor que toma decisões sem consulta a comunidade.
Um ato de greve ocorreu no dia 30 de abril, durante a reunião do Conselho Superior do IFBA (CONSUP) na Reitoria do Instituto, porém, o Reitor do Instituto, professor Renato da Anunciação Filho suspendeu a reunião para que os servidores grevistas não participassem da mesma. “Não vou submeter os conselheiros e essa sessão a esse constrangimento, não concordo e não vou aceitar a participação dos servidores”, enfatizou Renato, decidindo pela suspensão da reunião, sem consultar os conselheiros presentes.
As servidoras e servidores do IFBA estiveram mobilizados em uma tentativa de sensibilizar os conselheiros para a suspensão da Portaria 709, que estabelece a implantação do ponto eletrônico para controle de frequência de docentes e técnicas e técnicos administrativos. Durante o encontro, solicitaram participar da reunião do CONSUP, mas o reitor não concordou e sequer atendeu às solicitações dos conselheiros de que fosse feita uma votação. “O nosso ato de resistência é motivado pelo nosso direito legítimo de nos manifestarmos contra a escalada de autoritarismo que tem acontecido no IFBA, além dos ataques diretos aos direitos trabalhistas. Queremos abrir o diálogo e sabemos que o Conselho tem o poder de abrir essa negociação”, afirmou Georges Rocha, coordenador do SINASEFE-IFBA.
Após a suspensão da reunião do CONSUP, o Reitor suspendeu a resolução 23 que garantia as 30h dos TAEs. A assessoria jurídica do sindicato entrou na justiça contra o ponto eletrônico.
Das 18 sedes do IFBA, 14 campus (Brumado, Camaçari, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jequié, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santo Amaro, Seabra, Simões Filho, Valença e Vitória da Conquista) e a Reitoria (Canela-Salvador) já estão em paralisação total e 3 estão em greve parcial (Jacobina, Salvador e Barreiras). Vale ressaltar que a greve em Jequié foi aprovada após o Diretor geral do campus impedir a entrada dos servidores no campus para que fosse realizada a assembleia local. No campus Camaçari alguns poucos professores estão furando a greve e continuam a dar aula, deslegitimando a assembleia local que deflagrou a greve no campus (Será o caráter ou o medo da gestão?)
Está marcada nesta manhá, dia 12/05, às 9:00 horas, uma assembleia geral na reitoria do IFBA, e pela tarde uma reunião do Reitor com o Comando Estadual de Greve (CEG). A intenção é que se a gestão autoritária do IFBA não quiser negociar, os outros três campus também parem as atividades, e o IFBA fique totalmente sem aulas e sem funcionamento.
Em um vídeo no Youtube, no perfil de um professor foi postado um vídeo em que pode ser interpretado como uma comparação do Reitor do IFBA ao ditador Hitler (https://www.youtube.com/watch?v=2ziQLKp1x0M ). Em um segundo vídeo, os servidores do IFBA Valença fazem esclarecimento sobre os motivos da greve (https://www.youtube.com/watch?v=nDoWsZjimwc ).
Vale lembrar que dentro do IFBA, alguns estudantes vêm sofrendo processos disciplinares. Aluno recebendo processo dentro da Escola? Pode isso? Onde está a educação?

















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