O prefeito Bruno Reis (União Brasil) subiu o tom contra João Roma (PL), um dia após o ex-aliado minimizar seu trabalho à frente do Executivo municipal e afirmar, em debate, que ele “é na verdade assessor” do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil).
Na ocasião, o deputado e candidato a governador pelo PL afirmou que Neto, líder nas pesquisas eleitorais na disputa pelo Palácio de Ondina, quer tratar todos como “capachos”. “Vamos desmascarar essa farsa. Eu mesmo votei em Bruno Reis para ser prefeito de Salvador, mas não para ser assessor político de ACM Neto, que é o que ele tem feito e deixando a cidade da forma que está”, disse o ex-ministro da Cidadania do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em conversa com a imprensa, nesta quarta-feira (28), Bruno rebateu o antigo aliado. “João Roma era o maior puxa saco, o maior papagaio de pirata que ACM Neto tinha e mostrou ontem desespero”, afirmou o gestor municipal, segundo o qual, os ataques se devem ao cenário eleitoral desfavorável para o adversário.
“Ele está desesperado porque cada dia está caindo mais nas pesquisas. Todas as pesquisas estão apontando isso, e ele resolveu me atacar. Mas o ataque de João Roma pra mim é elogio”, declarou o prefeito.
Ao analisar a conjuntura eleitoral, Bruno Reis voltou a defender ainda que a candidatura do ex-aliado ajuda a campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) contra Neto. “Hoje um candidato que não chegou sequer a dois dígitos, votar nele é estar votando em Jerônimo. É ou não é? Todos conseguem fazer essa leitura política?”, provocou.
Por Cássio Santana / Jamile Amine














