O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), saiu em defesa da decisão do seu partido de deixar a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em conversa com o Portal M! nesta quinta-feira (4), durante a entrega de novas unidades habitacionais e um Ecoponto no bairro do Mané Dendê, o gestor afirmou que a permanência na aliança não fazia mais sentido diante do que classificou como a ineficiência da atual gestão federal.
“O União Brasil e os Progressistas saíram (sic) porque é um governo ineficiente, sem entregas, um governo muito pior que foram os passados do atual presidente. Um governo que só fez estimular o radicalismo, o extremismo, não teve a capacidade de pacificar o país e trazer tranquilidade para as pessoas. Um país que vive em clima de guerra nacional e com a política internacional completamente equivocada. Então, por essas e outras razões”, declarou Bruno.
União Progressista rompe com o governo Lula
A decisão pelo desembarque foi oficializada, na terça-feira (2), quando as cúpulas nacionais do União Brasil e do PPanunciaram a saída da federação União Progressista (UPb) da base governista. Além disso, as Executivas das duas siglas orientaram que os filiados entreguem todos os cargos ocupados no governo federal. A medida afeta diretamente os ministros do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), e dos Esportes, André Fufuca (PP).
De acordo com Reis, o que motivou a decisão não tem nada a ver com pautas externas ou aproximação com quem quer que seja e rebateu a ideia de que o movimento teria ligação com uma eventual reaproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para o prefeito, essa versão é “uma narrativa fabricada por parte da imprensa”. Segundo ele, o que houve foi a constatação de que não há espaço para contribuir e o governo ser incapaz de promover mudanças.
“Poderia passar a manhã toda enlencando os motivos que fizeram com que a União Progressistas saísse do governo, que não está associada a qualquer pauta, que não seja essa senão a preocupação com o que é o melhor para o Brasil. Essa é a narrativa que parte da imprensa quer vender. O que motivou a saída do União Brasil é justamente não ter a oportunidade de contribuir e, infelizmente, chegar à conclusão que o governo é incapaz de promover mudanças”, reforçou Bruno Reis ao Portal M!.
Sobre o projeto de Lei de anistia em tramitação no Congresso, que poderia beneficiar Bolsonaro e aliados, cujo julgamento pelo golpe de Estado está em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), Bruno afirmou que o apoio do União Progressista (UPb) à “pauta ainda está sendo decidida”.
“Vai ser levada à votação para se posicionar. O que nós estamos defendendo é que o Brasil precisa virar essa página, sair dessa pauta. Vocês estão vendo aqui as necessidades das pessoas, precisam fazer entregas, dar resultado. Então, tenha um julgamento justo, que possa ser dentro da lei, sem qualquer questão política, com base nos fatos, dando direito ao contraditório para a defesa. Mas é um fato que o Brasil precisa virar essa página”.
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