A fabricante de fertilizantes Mosaic anunciou a suspensão das atividades da unidade de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e a demissão dos 30 funcionários da fábrica. A paralisação faz parte de uma medida que também atinge outras cinco unidades da empresa no Brasil, totalizando cerca de 500 demissões.
A informação foi comunicada ao Sindiquímica Bahia na quarta-feira (8). A decisão foi motivada pela dificuldade de importar enxofre, principal matéria-prima utilizada na produção de fertilizantes, em razão dos impactos do conflito no Oriente Médio e das restrições logísticas envolvendo o Estreito de Ormuz.
Além da unidade baiana, também terão as atividades interrompidas fábricas localizadas nos estados do Paraná, Goiás e Minas Gerais.
De acordo com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o estado possui 27 empresas do setor de fertilizantes, que empregam aproximadamente 2,3 mil trabalhadores.
Segundo Giovani Souza, diretor do Sindiquímica Bahia, o segmento depende fortemente da importação de matérias-primas e vem sendo diretamente afetado pela crise internacional.
Após negociação com o sindicato, a Mosaic informou que cumprirá o aviso prévio e as cláusulas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho. Além disso, oferecerá um pacote social aos trabalhadores demitidos, com manutenção do plano de saúde por três meses, programa de apoio psicossocial e prioridade em futuras recontratações, caso a produção seja retomada.
Ainda de acordo com a empresa, nos últimos seis meses houve tentativas de manter as operações, apesar dos prejuízos financeiros. A paralisação foi adotada após a companhia afirmar que deixou de conseguir adquirir o enxofre, mesmo com o aumento dos custos de importação.
O Sindiquímica informou que acompanhará o processo de desligamento para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas e defendeu uma solução para o conflito internacional que permita a retomada das atividades industriais.

















