Mais de uma semana após o desparecimento das adolescentes Larissa Ribeiro Ferreira, 15 anos, Maria Eduarda Santos Flores, 17, e Érica Rodrigues dos Santos, 15, as buscas seguem em Eunápolis e Porto Seguro, no Extremo-Sul da Bahia. A prisão de um dos namorados das vítimas e as investigações até agora apontam que o caso se trata de mais uma ação de organizações criminosas na Bahia.
Segundo fonte policial consultada pelo CORREIO, as adolescentes namoravam integrantes de uma facção e o sumiço teria acontecido após desconfiarem delas estarem passando informações para um grupo rival. O policial confirmou ainda que a principal linha de investigação é que Larissa, Maria Eduarda e Érica foram vítima de um sequestro ordenado por uma liderança da facção que está escondida no Rio de Janeiro.
Os investigadores, no entanto, preferem não revelar o nome do grupo para não prejudicar o andamento das investigações. As três adolescentes estão desaparecidas desde o início do mês. As jovens foram vistas pela última vez entre os dias 2 e 3 de agosto. O desaparecimento de Larissa foi o primeiro a ganhar repercussão.
Segundo a família, a adolescente saiu para uma festa no bairro Rosa Neto, em Eunápolis, na noite de sábado (1º), acompanhada de uma amiga. Enquanto a outra adolescente retornou para casa normalmente, Larissa não foi mais vista desde a madrugada de domingo (2).
Familiares registraram o desaparecimento na delegacia após perderem contato com a jovem. Durante as buscas, testemunhas relataram à mãe de Larissa que ela teria entrado em um carro branco depois do fim da festa, informação que ainda é apurada pela polícia. Outra pista investigada é o fato de a adolescente ter pedido à irmã que solicitasse uma corrida por aplicativo na noite em que desapareceu.
A família também entregou aos investigadores um vídeo enviado por Larissa a uma prima, no qual ela aparece em um imóvel acompanhado de outras pessoas. As circunstâncias em que as duas desapareceram não foram detalhadas pela corporação, mas os três casos passaram a ser apurados de forma conjunta, já que há a possibilidade das três terem sido levadas pelo mesmo grupo.
Em nota, a Polícia Civil informou que informações reunidas durante as diligências apontam para um possível envolvimento das adolescentes com o tráfico de drogas que atua na região. A corporação ressalta, no entanto, que a investigação está em estágio inicial e que essa hipótese ainda depende da produção de provas testemunhais, periciais e tecnológicas.
















