A rede estadual de ensino da Bahia voltou a registrar um dos piores desempenhos do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), colocam o estado na última posição nacional nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e com a pior nota do Nordeste no ensino médio.
Nos anos finais do ensino fundamental, a Bahia apresentou queda no índice, passando de 4,0 em 2023 para 3,9 em 2025. O estado foi um dos únicos do país a registrar recuo no período, ao lado do Amazonas, e terminou isolado na última colocação do ranking nacional.
Na liderança aparecem Paraná (5,8), Ceará e Goiás (5,7) e Espírito Santo (5,5). Entre os piores desempenhos, além da Bahia (3,9), estão Roraima (4,2), Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte (4,3), além do Amapá (4,4).
Ensino médio
No ensino médio, a Bahia apresentou uma leve evolução, passando de 3,7 para 3,8. Apesar do crescimento, o estado permaneceu entre os piores desempenhos do país, ocupando a 22ª colocação entre as unidades da federação e registrando a menor nota entre os estados do Nordeste.
Os melhores resultados nessa etapa foram alcançados pelo Paraná (5,1), seguido por Espírito Santo, Goiás e Piauí, todos com nota 4,9. Pernambuco e Rio Grande do Sul aparecem na sequência, com 4,7.
No Nordeste, além do Piauí e de Pernambuco, também obtiveram desempenho superior ao da Bahia os estados do Ceará (4,5), Alagoas (4,2), Paraíba (4,1), Sergipe (4,1) e Rio Grande do Norte (3,9). O Maranhão também registrou nota 3,8, empatando com a Bahia.
Contraste com outros estados
Os dados do Ideb também mostram que diversas redes estaduais conseguiram avanços significativos entre 2023 e 2025. Nos anos finais do ensino fundamental, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba elevaram seus índices em 0,7 ponto. O Rio Grande do Norte registrou crescimento de 0,6, enquanto Sergipe e Rio de Janeiro avançaram 0,5 ponto.
Na contramão desse cenário, a Bahia apresentou redução de 0,1 ponto no indicador, consolidando o pior desempenho nacional nessa etapa da educação básica e ampliando a distância em relação aos estados com melhores resultados.














