O novo Conselho Fiscal do Condômino Cores de Piatã, localizado no bairro de Piatã, em Salvador, com uma investigação minuciosa desde que assumiu em junho de 2025, descobriu diversos desvios exorbitantes perpetrados pela ex-gestão – exercício de outubro de 2023 a 7 de junho de 2025. Os valores desviados ultrapassam os 300 mil reais, e uma auditoria foi aprovada na Assembleia para identificar os culpados.
Durante o período da gestão sob comando do síndico Matusalém Galvão, diversos moradores questionavam a falta de transparência e supostas irregularidades, mas não contavam com o apoio do Conselho Fiscal formado pelos moradores Lilian Almeida dos Santos Miranda, Jeferson Silva Amorim e Rafaela Bispo Araújo de Jesus.
Segundo os moradores, o ex-Conselho Fiscal era o braço direito do ex-síndico, e a grande prova ocorreu no dia 7 de maio de 2025 – finalzinho do mandato do Conselho Fiscal e da Sindicância –, onde Matusalém Galvão teve suas contas APROVADAS pelos Conselheiros, mas REPROVADA pelos moradores através de uma Assembléia Extraordinária.
O comportamento dos Conselheiros durante a gestão de Matusalém, incomodava subsíndicos, moradores e suplentes do Conselho, gerando debates acalorados nas redes sociais.
Após a queda do Conselho Fiscal e do Síndico Matusalém, no início de junho de 2025, o novo Conselho e os subsidincos de imediato identificaram supostos desvios com valores exorbitantes, onde motivou uma auditoria aprovada na Assembleia.
Estranhamente, umas das Conselheiras, Lilian Miranda, depois que quatro meses que saiu do Conselho, ajuizou uma ação contra o Condomínio Cores de Piatã, a empresa administradora “Soluções” e uma funcionária de prenome Larissa, cobrando indenização de 30 mil reais, alegando ser acusada pelo desvio e jogando a culpa na ex-gestão.
No processo de número 0181091-34.2025.8.05.0001, que este portal de notícias teve acesso, a autora da ação [Lilian] não apresentou provas de ser acusada pelos réus de desvios, apenas narrativas para tentar o juizo ao erro.
Na petição inicial a ex-conselheira afirma que, disparou-se com inúmeras dificuldades impostas pela administração, por exemplo, atraso da entrega dos balancetes prejudicando o trabalho de fiscalização dos Conselheiros, se agravando ainda mais em novembro de 2024.
Lilian, na qualidade de Presidente do Conselho Fiscal, afirma que em março de 2025, não tinha recebido ainda os demonstrativos referentes ao final de 2024.
Na inicial, a ex-conselheira afirma também que identificou diversos desvios exorbitantes.
“Ainda assim, por diligências, constatou-se a existência de valores expressivos desviados pela administração do condomínio, em flagrante violação à confiança e transparência que deveria reger a gestão condominial.”
A ex-conselheira diz que diante tamanhas irregularidades, inverdades e inconformidades, renunciou ao cargo de Conselheira, por não concordar com os rumos da administração.
Segundo os moradores, não existe carta de renúncia da ex-conselheira, até porque o mandato dela já se findava no início de junho e a mesma em maio aprovou as contas do então síndico, comprovando que ficou no mandato ao longo da gestão Matusalém, e que nunca comentou sobre esses supostos desvios.
A outra ex-conselheira, Rafaela, também ajuizou uma ação contra o Condomínio do Cores de Piatã, a empresa Soluções, a funcionária Larissa e o morador Luís Peixoto.
Rafaela, patrocinada pelo mesmo advogado da ex-colega do Conselho, direciona o discurso acusatório contra a empresa Soluções, acusando-a de atrasar a entrega dos demonstrativos financeiros prejudicando na fiscalização, e ao analisar tardiamente os documentos, foram identificados descontos indevidos, mas nunca comentou isso em Assembleia ou entre os subsíndicos.
A ex-conselheira alega também que os conselheiros nunca tiveram acesso ao extratos bancários do condomínio, “apenas recebiam demonstrativos preparados pela administradora, suscetíveis de manipulação prévia. Tal restrição, além de comprometer a transparência, reforça as suspeitas de irregularidades na gestão financeira”.
As mesmas conselheiras que ficaram omissas durante a gestão Matusalém e aprovaram suas contas, segundo os moradores, ajuizaram ações contra o Condomínio por supostas irregularidades na ex-sindicância. A conta não fecha.
Pois bem, a ex-conselheira Rafaela, de forma equivocada e sem provas, colocou no polo passivo da ação, o jornalista e proprietário deste portal de notícias, Luís Peixoto, alegando que foi chamada de ‘ladrona’ pelo empresário.
“Ela deve está brincando de processar, acreditando que a justiça é terra sem lei. Vai ter que provar tudo o que falou nos autos”, disparou Peixoto.
O caso vai render na justiça. Moradores e o novo Conselho Fiscal preparam uma super denúncia contra o ex-síndico Matusalém Galvão, principalmente contra os conselheiros fiscais que aprovaram as contas da ex-sindicância sabendo do desvio, e agora resolveram processar o Condomínio pedindo indenização se passando como vítimas.

















