As investigações da Polícia Civil sobre a clínica de reabilitação Terra Santa Videira, em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, apontam que a morte de Iago Marques Formiga pode ter sido uma “queima de arquivo”. A informação foi divulgada pelo delegado Marcos Laranjeira, titular da 20ª Delegacia Territorial (DT/Candeias), ao detalhar o andamento da Operação Terra Santa.
Segundo o delegado, a suspeita surgiu durante as investigações que apuram as mortes de Iago e Geovane Santana Lopes, ambos ex-internos da unidade.
“Nós colhemos depoimentos nesse sentido de que o Iago, inconformado com os maus tratos, com a tortura feita na clínica contra seu amigo, foi vítima de queima de arquivo, porque havia uma intenção dele relatar o fato às autoridades policiais”, afirmou.
Geovane sofreu queimaduras de terceiro grau dentro da clínica, chegou a ser socorrido e morreu posteriormente no Hospital Geral do Estado (HGE). Já Iago, que também havia sido interno da unidade e trabalhava como motorista da clínica, foi encontrado morto dias após desaparecer.
Operação resgatou 39 internos
O delegado detalhou que a Operação Terra Santa cumpriu quatro mandados de busca e apreensão: um na residência do proprietário da clínica, Moisés, no bairro do Cabula, em Salvador; dois em Monte Gordo — na clínica filial e na casa do gerente Charles Vinícius —; e outro na unidade de Candeias.















