O discurso de valorização da cultura e dos artistas locais, amplamente defendido pelo prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), durante a campanha, não se refletiu nas primeiras ações de sua gestão. O novo Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, apresentado recentemente, prevê uma redução drástica de investimentos na área cultural, frustrando expectativas do setor.
Enquanto o PPA 2022-2025, elaborado na gestão de Elinaldo Araújo, destinava R$ 67,8 milhões para a cultura — o equivalente a R$ 16,9 milhões por ano —, o novo plano corta o valor para R$ 37,7 milhões, ou R$ 9,4 milhões anuais. Na prática, isso significa uma queda de R$ 7,5 milhões por ano e um corte total de aproximadamente R$ 30 milhões em quatro anos.
O orçamento encolhido precisará bancar folha de pagamento, editais, projetos, eventos culturais, além da manutenção da Cidade do Saber e de outros equipamentos culturais do município — estruturas que exigem gastos permanentes e elevados.
O contraste entre o discurso e a prática gerou forte repercussão entre artistas e produtores culturais, que esperavam um novo ciclo de incentivo, diálogo e investimento. “O setor foi o que mais acreditou na promessa de mudança, e agora é o primeiro a sentir o impacto”, comentou um agente cultural da cidade.














