Após o site Tia Cândia divulgar candidaturas fictícias do PL baiano para burlar a Lei Eleitoral (veja aqui e aqui), renomados advogados eleitorais do estado preparam uma super Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para protocolar no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Segundo o Ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, candidaturas fictícias anula toda a chapa.
Pois bem, o ex-ministro e ex-candidato ao governo, João Roma (PL), e a ex-candidata ao senado, Raissa Soares (PL), montaram o partido na proporcional cheio de candidaturas laranjas, que ficou tão escancarado a laranjada que eles sequer quiseram fazer uma agenda de campanha no município com 7 candidatos do PL.
No município de Santa Maria da Vitória, de 39 mil habitantes, lançaram 4 candidatas a deputadas federais e 3 estaduais.
As quatro candidatas a deputada federal são laranjas: nunca disputaram cargos eletivos; tiveram suas primeiras filiações abonadas no dia 23 de março deste ano; não declararam bens; baixa escolaridade; duas candidatas são vizinhas e comadres e não fizeram campanha nenhuma nas redes sociais; outras duas fizeram sob pressão da direção estadual; enfim, ao abrir as urnas, as próprias candidatas que não fizeram campanhas nas ruas e nas redes sociais ficaram surpresas com o resultado.
A candidata mais votada da laranjada, Keila, que não fez campanha nenhuma nas redes sociais, obteve 11 votos em Santa Maria da Vitória, e no geral 758 votos, sendo 202 votos em Salvador, que ela nem apareceu para reuniões quando agendada pela majoritária.
Jéssica Souza, comadre e vizinha de Keila, que também não fez campanha, obteve 11 votos, e no geral 220 votos. Essa candidata pediu para se desincompatibilizar da prefeitura e no ofício, consta que o motivo do afastamento era para disputar o cargo de deputado estadual. Segundo fontes, em cima da hora, a direção do partido pediu para disputar o cargo de federal porque estava faltando candidata para cumprir a cota.
A candidata Kirlia, que trabalha em uma empresa de internet em Santa Maria, fez uma campanha tímida nas redes sociais, e obteve 23 votos na cidade, e no geral 528 votos.
A dona de casa, Josiane Silva, resolveu participar da laranjada e conseguiu obter 80 votos na cidade, e 592 no geral.
Em contato com uma das candidatas, foi revelado que foram convidadas para disputar a eleição para preencher a cota feminina, e depois foram descartadas pela majoritária.
Além das quatro federais laranjas da cidade, o partido lançou 3 estadual, sendo que uma é laranja: Greice Marques que obteve 6 votos na cidade e 26 no geral, e só começou a fazer campanha nas redes sociais após a direção estadual comunicá-la que a mesma estava sendo investigada pelo diretor do site Tia Cândia.
Por fim, no dia 27 de setembro, divulgamos o forte indício de candidaturas laranjas (veja aqui), e como já esperado, a majoritária correu para distribuir votos no laranjal – caindo na casca de banana –, deixando a digital do crime eleitoral: as quatros candidatas a deputada federal tiveram apenas 125 votos em seus domicílios eleitorais, que é Santa Maria da Vitória, e eles [majoritária] conseguiram transferir 1990 votos de outros municípios que elas sequer fizeram campanhas.
Esse é o laranjal ‘romano’ orquestrado por João e a Doutora Cloroquina que arrotam moralidade.














