Como se não bastasse o ex-ministro de Bolsonaro, João Roma (PL), fazer uma aliança oculta com o PT baiano e jogar milhões do governo federal em prefeituras administradas por esquerdistas, 90% dos parlamentares eleitos do PL jogaram no time petista para derrotar Neto.
Dos 4 deputados estaduais eleitos e 3 federal do PL, o único a declarar voto a ACM Neto foi o Capitão Alden, isso porque temia ser crucificado na PM. Mas torceu pela derrota de Neto.
Se forem reparar, os demais não fizeram campanha para Neto, uns pediram para votar nulo, e não duvidem de alguns terem votado em Jerônimo.
Todos tinham a certeza da vitória de Bolsonaro, e a derrota de Neto seria crucial para o falso bolsonarismo assumir definitivamente a oposição ao governo do estado e vir com força em 2024.
Tanto o PT quanto o falso bolsonarismo baiano liderado por João Roma sonham com a prefeitura de Salvador.
A ânsia pelo poder dessa turma era tamanha que os planos em derrotar Neto acabou respingando em Bolsonaro.
Nos programas eleitorais de rádio e tv, Bolsonaro era atacado diariamente pelos petistas baianos, e Roma sequer defendia judicialmente o presidente, para não desagradar os companheiros.
Se Bolsonaro ganha, Roma iria querer assumir o papel de oposição ao PT no estado para tomar a prefeitura de Salvador em 2024. Pensava só em tomar o poder de Neto na capital, e no final acabou destruindo a campanha de Bolsonaro na Bahia.
Passado as eleições, vocês acham que a esposa de Roma, Roberta Roma, que foi eleita com votos de esquerdistas, vai fazer oposição dura contra Lula fazendo parte da tropa de choque bolsonarista liderada por Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli?
E o pior pode acontecer: a chapa do PL baiano cair e todos os deputados eleitos perderem os mandatos. Roma colocou diversas candidaturas femininas laranjas no partido burlando a Lei Eleitoral (veja aqui e aqui).
Os principais caciques do PL na Bahia foram os principais culpados pela derrota de Bolsonaro e de ACM Neto. Fato.
Mas a derrota dos dois pode fortalecer ainda mais o bolsonarismo e o carlismo, como aconteceu com Neto em 2008, quando sofreu uma derrota na disputa pela prefeitura de Salvador, e veio forte em 2012.
Enfim, Bolsonaro precisa limpar o PL na Bahia.














