A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou uma nova manifestação ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que recomenda que o inquérito sobre compra de respiradores no então governo de Rui Costa (PT) na Bahia seja novamente remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram reveladas pelo Estadão nesta quinta-feira (4).
De acordo com a manifestação, a PGR argumenta que as suspeitas de crimes na compra de respiradores por Rui Costa podem ter envolvido também operações de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos enquanto ele era ministro da Casa Civil do governo Lula, o que justificaria a mudança de foro. O ex-governador da Bahia deixou o cargo no Governo Federal em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado.
O escândalo envolvendo a compra de respiradores teve início em 2020, no início da pandemia da covid-19. Rui Costa, na época, era presidente do Consórcio dos Governadores do Nordeste e assinou um contrato de R$ 48 milhões para compra de respiradores pulmonares com uma empresa que não tinha a documentação necessária para importar os aparelhos e autorizou o pagamento adiantado. Os itens comprados nunca foram entregues e o dinheiro não foi recuperado.
A PGR diz que os bloqueios judiciais determinados pela investigação conseguiram obter menos de 3,5% do total desviado, segundo o Estadão. Na manifestação, a PGR informou que a Polícia Federal ainda está finalizando diligências para descobrir o destino do dinheiro desviado e apontou que os recursos podem ter se convertido em patrimônio dos alvos investigados, citando o ex-governador Rui Costa.














