O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria citado o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa em sua segunda proposta de delação premiada, que acabou rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), de acordo com o Metrópoles.
Segundo pessoas que tiveram acesso ao conteúdo da colaboração, Vorcaro relatou parte do esquema investigado no chamado Caso Master, que embasou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando operações de busca e apreensão realizadas nesta quinta-feira (9).
De acordo com interlocutores do banqueiro, a delação também mencionava pagamentos a Rui Costa como suposta contrapartida pela operação do cartão Credcesta, benefício consignado destinado a servidores públicos da Bahia. O Banco Master administrou o programa entre 2018 e 2022, período em que Rui Costa governava o estado.
Ainda conforme o relato atribuído a Vorcaro, o suposto esquema envolvendo lideranças petistas da Bahia seria coordenado por seu sócio Augusto Lima, que também foi alvo da operação da Polícia Federal.
Rui Costa já negou anteriormente manter relação próxima com Daniel Vorcaro. Em entrevistas concedidas no início de 2026, afirmou que encontrou o banqueiro apenas uma vez em compromisso institucional e declarou apoio às investigações sobre o Caso Master.
Além de Jaques Wagner e Rui Costa, a colaboração também faria referência a outras lideranças do PT baiano, segundo fontes citadas pela reportagem. Até o momento, Jaques Wagner não havia se manifestado sobre o caso.
A proposta de delação mencionada, no entanto, foi recusada pela PF e pela PGR e não produziu efeitos judiciais. As citações feitas por Vorcaro representam alegações apresentadas na tentativa de acordo de colaboração e ainda não tiveram validação pela Justiça.














