Depois de cinco meses sem receber salário e de ter comunicado um desligamento programado de escalas do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), o grupo de 25 cirurgiões optou por aguardar até o fim das negociações antes de concretizar a saída da unidade. A informação é do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed).
Segundo a entidade, contudo, situações como a dos cirurgiões têm ocorrido de forma recorrente em unidades da rede pública no estado e têm provocado receio e apreensão nos profissionais da categoria, que temem represálias. Neste contexto, um dos casos mais graves é o do Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro.
No caso específico do HGRS, no mês passado, a Secretaria da Saúde do Estado divulgou um comunicado em que dizia que as reivindicações financeiras anteriores da categoria foram ouvidas, o que teria levado à concessão de um acréscimo de 30% na remuneração dos plantões.
De acordo com o presidente do Sindimed, Júlio Braga, não teria havido concessão nem se trataria de um aumento, mas da correção de uma injustiça. Sem concursos para a maioria dos hospitais, a contratação de médicos nas unidades de saúde estaduais é feita por meio de contratos de pessoa jurídica, sem estabilidade, com emissão de nota fiscal pelo serviço e a partir da tabela de remuneração de contrato das empresas que administram as unidades.























